Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Miranda

Mil nuobe cientos i quarenta e cinco fui l anho de l seclo XX que mais se screbiu subre Miranda. Comemorában-se ls 400 anhos de la chubida a cidade i nien l Goberno nien la Propaganda oufecial, nien ls jornales deixórun d'aprobeitar essa data pa la eizaltaçon de l'ounidade nacional. Fui tamien l tiempo an que la lhéngua mirandesa mais apareciu an nes jornales. A miedo, ye cierto, cumo eisemplar ralo d'un "arrevesado dialecto" falado por ua giente stranha alhá de l fin l mundo, l que ye cierto ye la lhéngua s'apresentou, até cun algua proua, delantre de ls xefes de la naçon.

Quiero eiqui deixar alguas notínias i testos de ls jornales desse tiempo.

Primeiro de Janeiro, 11.7.1945

Por haver perdido a sua "certidão de idade" no redemoinho da "poeira do tempo - pois era mais velhina que a nossa nacionalidade - Miranda do Douro resolveu não mais errar na contagem dos anos da sua vida desde a sua elevação à categoria de cidade - faz hoje precisamente quatrocentos anos. (...)

Hastearam-se bandeiras, suspenderam-se festões floridos, entronizaram-se imagens nos nichos votivos, ergueram-se arcos triunfais, enfeitaram-se balcões e janelas de preciosas colgaduras de seda e, no harmonioso acompanhamento de bandas de música, de grupos de "gaiteiros" e de tunas rústicas, celebrou-se, ao dar da meia noite, o venturoso advento da comemoração festiva. (...)

E assim, pouco a pouco, à luz dum sol esplendente, foi-se reanimando o mais espectaculoso arraial de que há memória  nestas longínquas paragens do nordeste de Portugal, um arraial de festa rija ao qual vieram assistir, em representaçãon oficial do Governo, os srs. Ministro do Interior e Sub-Secretário da Assistência. (...)

Finda a sessão de boas-vinas, aqueles mebros do Governo assitiram do balcão central da "Domus Municipalis" a uma improvisada exibição dos mais afamados grupos de "pauliteiros", após o que o Sr Basílio Marcelino Rodrigues, de VilarSeco, proferiu, na sua característica "língua" mirandesa, uma entusiástica exortação em honra e louvor dos encantos naturais, das lendas e tradições e dos usos e costumes deste concelho, acentuando que a fala dos seus naturais deveria ser melhor acarinhada e até melhor compreendida como legítima voz dos portugueses do nordeste lusitano.



Scrito por António Bárbolo Alves às 12:02
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